Dino D'Santiago edita álbum “Mundu Nôbu”
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- Música
- Criado em 01 outubro 2018
- Escrito por Forum Estudante

Trabalho discográfico está disponível a partir de 19 de outubro. As novas canções serão apresentadas ao vivo a 27 de outubro na Enchufada na Zona (Hard Club, no Porto) e a 23/24 de novembro no Super Bock em Stock, em Lisboa.
O Funaná, o Batuku, a Morna, a Kizomba, o Afro-House e uma panóplia de movimentos rítmicos ainda não catalogados depurados pelo produtor Seiji são a base sonora onde a voz deste crooner Badio se instala, exteriorizando tanto emoções de celebração da vida, como se recolhendo intimamente em momentos mais virados para o interior, cantando as histórias do arquipélago da Morabeza, o mar que os leva para longe e o mar que os faz regressar ao colo das mulheres que lhes deram vida. 'Nôs Funaná' e 'Nova Lisboa' são os temas já disponíveis digitalmente.
Ao lado de Seiji e Kalaf Epalanga, que assina a produção executiva do álbum, aparece também a dupla de produtores Branko & PEDRO da Enchufada, figuras incontornáveis da música de dança global na cidade que é invocada no hino "Nova Lisboa". O nova-iorquino Rusty Santos, inspirado pelos ventos da Ilha de Santiago, assina a co-produção em "Nôs Funaná", revelando-nos as possibilidades infinitas do funaná lento, num contraste delicioso com o familiar e energético estilo musical caracterizado pelo repicar do ferrinho e gaita a velocidades vertiginosas apresentado em "Fidjo de Poilon". A envolvência libidinosa da Kizomba, que transcende e desafia a lógica do espaço e da intimidade a que cada indivíduo se permite a experienciar em público surge com "Nôs Crença", criado em parceria com Loony Jonhson um dos produtores mais promissores que o Cabo-Zouk deu ao mundo.
Já vimos Dino d'Santiago navegar por tantos géneros musicais ao longo da sua carreira que há muito que deixou de fazer sentido enumerá-los. Todo o seu passado revelou-se fundamental para a criação de "Mundu Nôbu", um álbum consciente das estruturas fundadoras da música cabo-verdiana ao mesmo tempo que expõe o futuro que poderemos vislumbrar com o aproximar da tradição à música electrónica de apelo global.
Este é um álbum transnacional, com ventos da Praia, Luanda, Nova Iorque, Berlim e Londres a soprarem na direcção de Lisboa, a cidade casa que tem o crioulo como a sua segunda língua oficial e com a qual este cantautor, com sua voz melodiosa, suportada por um som de vanguarda, nos devolve toda a poesia do quotidiano, onde os sentimentos de sensualidade e de alegria se confundem com os de melancolia.
(Foto de Nash Does Work)